Sigamos com todas essas conquistas, também com nossas derrotas, cascas, sabendo que a despeito de patamares dopados, apostados e depois liberados, o Vasco, desde 1923, jamais deixará de ser o time com a maior História.
Não troco o choro do meu filho caçula, de 12 anos, ontem no Maracanã, pelo
Campeonato Carioca de 1923, quando o Vasco dos pobres, dos negros e analfabetos
chegou na Primeira Divisão dando que dando nos clubes da elite nacional afrancesada,
safada, sendo campeão no seu primeiro campeonato e provocando em nossos rivais
os atos mais escancarados e registrados, em jornais e atas, do mais abjeto
racismo. Não há revolução maior na história do futebol brasileiro do que o
surgimento do Vasco nesse Carioca, abrindo as portas para a popularização e a
profissionalização do esporte, e por isso não troco essa taça nem pelo choro
convulsivo do meu filho caçula mais a tristeza absoluta, silenciosa e profunda do
filho mais velho, aos 14 de idade. Não abro mão dessa história que hoje obriga
o torcedor rival esclarecido, letrado, a recorrer às teorias de seus grupos de
whatszapp e sair sacramentando que “todos os portugueses são racistas”, ou que
Vasco da Gama era um genocida, equiparando a sério, com ares de intelectual
entendido, atos registrados e documentados de racismo explícito das diretorias
de seus times, no início do Século XX, com acontecimentos de antes da invasão do
Brasil, em 1.500.
Não troco o choro do meu filho caçula, de 12 anos, pelo primeiro Campeonato continental de clubes da história, o Sul-Americano de 1948, no Chile, o primeiro título do futebol brasileiro, Seleção inclusive, em solo estrangeiro, e nem pela primeira Taça Intercontinental de Clubes de fato, o Torneio de Paris de 1957, os 4 a 3 sobre o Real Madrid na primeira vez em que um campeão europeu e um campeão sulamericano disputaram uma final de campeonato, na primeira conquista do futebol brasileiro, e sulamericano, em gramados da Europa. E também não troco a tristeza do filho mais velho, que cantou até o fim ontem, mais o choro descontrolado, vazante, do caçula pelos 7 a 2 no Barcelona na casa deles, nessa mesma excursão de 1957, quando no Rio ficou Bellini, que se juntou a parte do time do Santos para um torneio amistoso e assim um certo Pelé, aos 16 anos, foi chamado pela primeira vez para a Seleção Brasileira porque fez seus primeiros cinco gols no Maracanã com a camisa do Vasco, três no Belenenses, um no Dínamo de Moscou e outro, sim, no queridinho da mídia, do VAR e da Gávea.
Não troco o choro do meu filho caçula, de 12 anos, ontem no Maracanã, pela
Mercosul de 2000 com a maior virada da história, que não é de um século apenas,
como insistem em chamar, mas de todo um milênio, e nem pela Libertadores que não
foi no ano nem no mês, mas na semana do Centenário, sem VAR nem Wright nem
tira-teima no Jornal Nacional com linha torta para “provar” que Alecssandro
estava impedindo quando fez 1 a 0 para o Vasco no jogo de ida das
quartas-de-final da Libertadores 2012, em São Januário. E não há prova maior de
que Alecssando estava em posição legal do que o fato de este ter sido o único
tira-teima da história a ocupar espaço na grade do JN. Mais um apito decisivo,
como o impedimento inventado de Edmundo na final do Mundial, como o pênalti de
Chicão em Élton na semifinal da Copa do Brasil de 2009, como as dezenas de gols
legais anulados e pênaltis não marcados para o Vasco no Brasileiro de 2011,
tudo para garantir algumas taças ao 02 do Sistema, aquele time que não se
incomoda em perder sempre que necessário para o 01, e que daqui a uns meses
perderá de novo, mais uma taça, submisso e cordato, contente com sua posição
subalterna no script do nosso futebol brasileiro, cada vez mais manjado.
Não troco o choro do meu filho caçula no Maracanã, mais o silêncio pós-jogo do mais velho, que durou até a hora de dormir, por nenhum Brasileiro nem pela Copa do Brasil e por Carioca algum, muito menos Taça Guabanara ou Taça Rio, não troco por conquista alguma do Vasco, mas também não troco por nenhuma derrota, sobretudo as roubadas, como a de ontem. Mais de nove minutos gastos pelo goleiro do 02 com tiros de meta, sequências de 10, 12 segundos do goleirão segurando a bola e nada de escanteio, um jogador de branco caindo a cada minuto, árbitro entrevistador, como bem definiu o Diniz, um jogo amarrado, na conveniência do resultado, e a leve impressão de que qualquer ameaça a esse resultado esperado seria, de certa forma, apitada e depois naturalizada, nesses nossos tempos em que narradores e comentaristas brigam com as imagens, se tiverem de brigar, e transformam pênaltis não marcados em desarmes espetaculares, na bola, de seus marcadores sagrados. O empurrão escandaloso pelas costas, dentro da área, o puxão pra iniciar contra-ataque e o empurrão com soco no peito do marcador pra concluir a jogada, tudo é relevado, naturalizado e quando assim, em grande quantidade num mesmo primeiro tempo de um mesmo jogo, por coincidência decisivo à beça, aí o jeito é reconhecer um, o mais escandaloso, e dizer que os outros dois não foram, de jeito nenhum, e 2 a 1 e tudo dominado, e nem pensar em cogitar afirmar o óbvio, que mesmo só o lance reconhecido de tão escandaloso, um pênalti no início do jogo, poderia alterar o resultado. Não, pelo contrário, o super queridinho da CBF, da Globo, da ESPN, do Sportv, da Record e da Amazon foi muito melhor de fato, dizem todos, como disseram no outro jogo decisivo do campeonato, quando o placar estava 0 a 0 e pela enésima vez foi marcado um pênalti devido ao roçar de dedos do marcador nas costelas, essa prática violentíssima dos marcadores, que tanto abala o equilíbrio dos supercraques da Gávea.
Não troco o choro do meu caçula e a expressão no rosto do mais velho que me doem até agora, vinte ou vinte e duas horas depois da derrota consumada, por nada. O choro é amor, a tristeza é casca e vice-versa, e os dois ainda nem têm a consciência exata do tamanho da diferença do Vasco em relação a todos os outros clubes do Brasil, da América e do Planeta Terra. Já sabem que alguns times podem enfiar a trava da chuteira na canela do adversário em jogo decisivo, mas não o Vasco. Já começam a notar como a mídia joga junto com as arbitragens que marcam ou não a mesma falta do lado da área, a depender da camisa, como o narrador grita com certeza a falta contra e avisa, sem mudar de tom, que o árbitro decidiu marcar falta a favor do Vasco. Mas ainda não têm, os dois filhos, pela tenra idade, a consciência tranquila e inabalável de quem viu o que viu desde 1977, aos cinco de idade, sobretudo de 1997 ao aniversário de 29 anos, no dia 18 de janeiro de 2001, quando o SBT na camisa (que tem valor equivalente, pelas contas exatas da matemática avançada, a 48 milhões, 458 mil e 998 rebaixamentos) foi a senha para a mídia rasgar a fantasia e entrar de cabeça no projeto de tentativa de destruição do Vasco, que culminou no embrião dos golpes jurídico-midiáticos que assolaram o continente, antes de Honduras, do Paraguai, do Brasil, do Peru e da Bolívia, um golpe com participação ativa de um dito jornal e de um dito jornalista, que não provou nem apurou nada, mas serviu para que a Justiça alterasse o resultado da eleição para presidente do Vasco em 2006, e tirasse o presidente eleito para botar outro, e o time do nono lugar foi caindo, caindo até fornecer o espetáculo do primeiro rebaixamento do Vasco, com a culpa, segunda a mídia atuante, sendo toda do presidente que tinha saído, claro, e não do que tinha entrado.
Não troco o choro desesperado, gritado, do meu filho caçula no Maracanã, ontem, nem a dor que era nítida no rosto impassível do mais velho por nada porque, graças a todos os deuses, de todas as religiões e da Bola, eles são e amam incondicionalmente o Vasco, e logo terão a mesma consciência, a mesma casca de quem sabe que o time deles não é o 01, nem 02 nem 03 nem 04. O Vasco é o outro, o 0último na escala, o clube que sempre afrontou aquele que não deveria ser afrontado, que vence a primeira entre eles na história, de virada, depois mete sete e depois inaugura com 2 a 0, dois de Niginho, o campinho da Gávea, do clube de elite com pouca torcida que foi escolhido em dado momento da década de 1930, pelas elites que controlavam os jornais, para ser o time “popular”, e assim enfrentar a força genuinamente popular, incontrolável e espontânea, que surgira com os Camisas Negras do Vasco. O 01 virou o clube do povo, até do indígena, enquanto o Vasco, que abriu suas portas a todo tipo de gente, de todas as cores e classes, virou somente o clube do colonizador nas páginas da mídia esportiva e até hoje, volta e meia, surge uma tese, uma nova abordagem sobre o tema pra tentar dizer que não, não era bem assim, o 01 e os demais eram racistas, sim (porque negar o que foi escrito em jornais, atas, documentos e regulamentos fica muito difícil), mas o Vasco também era, gritam as novas teses, as teorias com a profundidade de piscinas infantis, todas elaboradas por não-vascaínos e baseadas sempre, única e exclusivamente, em fontes notória e publicamente fanáticas pelo 01. As próprias autoridades governamentais do estado e da cidade do Rio de Janeiro, que entregaram o Maracanã ao 01, e este sublocou ao seu 0escada, ou assistente, ou sub nas mamatas, a própria Secretaria municipal de Educação lançou um livro destinado ao ensino fundamental que ignora o Vasco e mostra o 01 como o clube antirracista somente porque lá jogaram Domingos da Guia e Leônidas da Silva, que antes de jogarem no 01, jogaram no Vasco.
Não troco o choro desenfreado, fungado, do filho caçula ontem no Maraca
por nada porque mesmo com tudo isso desde o início dos tempos futebolísticos, o
Vasco ainda chega numa final, mesmo com a mídia atuando ativa ou passivamente, interferindo
na eleição ou vendo a boiada da 777 passar sem um questionamento sequer durante
todo o rapidíssimo processo, nem ao torcedor fanático do 01 que conseguiu se
infiltrar como CEO, sim, CE fuck’n 0, do clube, trazido por mais uma diretoria
imposta pelo Judiciário ao Vasco. Pois esse sujeito assumiu seu comando quando
o time não estava no Z4 e, como em 2008, o Vasco foi caindo, caindo e no fim
caiu, e o CEO fanático pelo 01 continuou no cargo, e foi o único comandante do
futebol do Vasco a disputar uma Série B e não subir, justamente no ano em que
ele “descobriu” a 777 para investir no Vasco, e no ano seguinte tocou a venda
e, com o negócio consumado, deixou de ser CEO do Vasco e passou, vejam que engraçado,
para a 777, e continuou a comandar o clube agora com novo dono. Conflito de
interesses? Não, a mídia esportiva, inclusive os especialistas econômicos dela,
não questionaram nada. Sorte do Vasco que a 777, ambiciosa, tentou estender seus
tentáculos para o Everton, e o tradicional rival do Liverpool teve a sorte de
estar num país onde a imprensa ouviu o nome desconhecido, 777, e procurou saber
que raio de empresa era aquela que queria comprar o Everton. Já a mídia
tupiniquim, aqui, foi só festa e apoio irrestrito aos ianques trazidos pelo CEO
não vascaíno.
Não troco o choro do filho caçula ontem no Maraca por nada porque ele torce para o time mais atacado, por todos os lados, e que mesmo assim proporciona a troca do choro, da tristeza para a imensa alegria, desvairada, quando Andrés cruzou e Nuno cabeceou, e o Maraca explodiu como em 1974, com o gol de Jorginho Carvoeiro, depois de ele ter feito o primeiro dele no primeiro tempo daquela final, que seria o 2 a 0, se o gol legal não tivesse sido anulado por mais um impedimento inventado, e até hoje este lance é escondido, jamais mostrado, quando os chorões perdedores voltam a se lamuriar por um outro lance no fim do jogo, para dizer que o Vasco foi beneficiado, numa final em que o Vasco teve um gol legal anulado. Imagina comparar isso com a final de 1980... E pouco mais de uma semana antes da decisão explodimos os três, no Maraca, com o gol do Pirata no último minuto, na virada sobre o querido freguês, e na final, cerca de meia hora depois da explosão, de Maraca balançando, pulsando, veio de novo o choro da tristeza do caçula com o gol adversário, ele que viu o gol do Payet em 2023 contra o América, com a benção de Roberto, da arquibancada de São Januário, e garante que se lembra de quando, aos três de idade, foi jogado para o alto pelo doido do pai (que não deixou ele cair, diga-se de passagem), quando Nenê marcou no último minuto decretando mais uma virada sobre o velho freguês das Laranjeiras, no Brasileiro de 2017, e veio o não silêncio do mais velho, que gritou até o fim e além desse gol de Payet vivenciou, aos 12, na mesma arquibancada, tudo o que aconteceu contra o Bragantino naquela última rodada. Esse já tá com mais casca e também, em meio à tristeza, conseguiu se divertir, como eu, com a alegria desmedida, ardida, de nossos fregueses dos vitrais das Laranjeiras, os mais felizes, talvez mais até do que o pessoal do 02, com o resultado da final. Um alento para todo vascaíno, nesse momento difícil, constatar o quanto doeu pra eles mais essa nossa estocada, e ainda encerrando a carreira do Monstro no time deles, o chorão que vazou do 7 a 1 e de novo, 19 anos depois, foi eliminado pelo Vasco numa semifinal de Copa do Brasil. Tchau, Monstro freguês!!! Volte sempre.
Não troco o choro do filho caçula nem a dor silenciosa do mais velho por nada, mas também condoo-me, sim, com o choro e a tristeza das crianças e adolescentes torcedores e torcedoras do 01 na quarta-feira, quando o VAR anulou um gol do rival europeu, depois deu um pênalti pro queridinho dele e da Gávea, depois ignorou um pênalti idêntico para o campeão europeu, no tal lance em que narrador e comentarista exaltaram o desarme na bola, e assim o 01 conseguiu ficar perto, pertinho da glória e aí, nessa hora, os pequenos torcedores do time que pode empurrar dentro da área, puxar, socar o peito do marcador e enfiar a trava na canela adversária, que precisou expulsar dois do lanterna do campeonato porque o time reserva do melhor elenco do continente tava perdendo de 1 a 0 e jogando todo borrado, esses torcedores agraciados com tantas taças, mas sem poder se aprofundar muito nas histórias delas para não encontrar nada desagradável, viram seus ídolos endeusados pela mídia amiga fazerem, na hora H, aquilo que popularmente é chamado de peidar na farofa. Nem um nem dois nem três, mas quatro pênaltis perdidos, e o super melhor artilheiro de todos ainda pediu mais VAR, depois de dar sua paradinha garça na lagoa, perninha no alto, dobrada e parada, e bater fraco, no meio do gol, em cima do goleiro, e aí não tem como não imaginar os caras na cabine do VAR, um virando pro outro e falando: porra, já anulamos gol, já demos pênalti, já ignoramos outro pênalti contra eles e o cara ainda pede nossa ajuda de novo depois de cobrar desse jeito? É o costume de jogadores, torcedores, dirigentes, narradores, repórteres e comentaristas que também bradavam revoltados nessa hora: cadê o VAR? É por isso que as crianças e adolescentes arregimentados para o lugar comum do 01 podem comemorar muitas taças, sim, muitas conquistas, mas nunca viram nem nunca verão, nem eles nem seus pais, nem seus avós e bisavós nunca viram o time deles ficar com um a menos numa final de campeonato, nunca, jamais viram, então, o time deles vencer um campeonato com incrível poder de superação, de fato, como o Vasco da Mercosul de 2000, como o Glorioso do bairro ao lado deles, na mesma Libertadores, exatamente no ano anterior ao da enfiada de travas na canela solamente amarelada. E de acordo com a matemática avançada, nas contas da história e dos deuses da Bola, a Libertadores de 2024 vale o equivalente a 450 Libertadores de 2025, comparando a maneira como as duas foram conquistadas.
Não troco por coisa alguma o choro do filho caçula que estancou por poucos minutos já na escada de saída, durante as últimas investidas na pressão que não parou, até o fim, do Vasco, com o filho mais velho também parado e olhando e o time correndo, rondando, tentando, e GB de voleio, por cima, depois Matheus França isolando, e então decidi por sair um pouco antes, eu e filhos destroçados, mas aplaudiríamos o time, sim, junto com a torcida que ficou até o fim, reconhecendo a raça, a entrega de jogadores não tão caros, que erraram, alguns, mas não fizeram como os supercraques do 01 na quarta-feira. Perderam, sim, mas na farofa não peidaram. Perdemos, sigamos, ainda como o primeiro campeão continental e o primeiro campeão intercontinental da história, pra sempre, ainda com nossas conquistas únicas, daquelas que só o Vasco tem no Brasil, como a Libertadores na semana do Centenário, ou em todo o mundo, como a maior virada da história, aquela que só poderá ser superada daqui a mil anos. Sigamos ainda como o clube com maior número de gols em um jogo só de Copa do Mundo, sete, nos 7 a 1 a favor no quadrangular final de 1950, em casa, contra a Suécia, quatro de Ademir, dois de Chico e um de Friaça, e Ademir, com esses quatro, é até hoje o jogador brasileiro com mais gols num jogo só de Copa, e também o maior artilheiro brasileiro numa só edição, com nove gols no total.
E ainda temos, pra sempre, Pelé aos 16 surgindo para o mundo com a camisa do Vasco, e temos Bellini, que como capitão do Vasco ergueu pela primeira vez a Jules Rimet e virou estátua, e Orlando ao seu lado na zaga, ele que ganhou do Real e goleou Benfica e Barça na Europa, junto com Vavá, um ano antes de fazer dois gols na final de 58, e depois mais um na decisão de 1962, para se tornar o primeiro jogador a marcar em duas decisões de Copa, ele, Vavá, do Vasco. Sigamos com todas essas conquistas, também com nossas derrotas, cascas, sabendo que a despeito dos patamares dopados, apostados e depois liberados, o Vasco, desde 1923, jamais deixará de ser o time com a maior História.
E o filho mais velho depois falou com a
mãe, que me contou, ele disse a ela que estava triste, muito, mas que também
estava um pouco feliz, sim, por ter visto o time dele na final, no Maraca. E o
mais novo chegou quebrando a casa, só um boneco do Vasco, na verdade, e que já
estava meio quebrado, ele que no jogo derradeiro do Brasileiro de 2023 ficou em
casa e quebrou a porta do nosso quarto, batendo com força no gol do Bragantino,
e aí fico imaginando de onde, meu Deus, ele tirou isso, eu que aos nove ou dez
anos estilhacei um copo de vidro com o escudo do meu time na pia da cozinha,
depois de uma derrota ouvida no rádio para o saudoso Campo Grande, o Campusca,
no lendário gramado de Italo Del Cima. O caçula quebrou só esse boneco, jogando
longe, mas ficou um tempo considerável gritando e chorando na volta pra casa,
maldizendo o time, e postou que ia mudar de time, depois postou que ia pensar e
no dia seguinte, na cama ainda, acordando, no abraço e no beijo de bom dia ele
olhou pra mim e mandou: pai, agora é a Sula.
Não tem igual nem maior.
É Vasco.
Sigamos.
Pitacos em itálico
...e no primeiro dia do mês de março aconteceu a prévia do que aconteceria na final da Libertadores, em novembro. No começo do primeiro tempo do primeiro jogo entre o Vasco e o clube das papeletas amarelas, de Wright e do ladrilheiro, pela semifinal do Carioca de 2025, o lateral-direito deles (...) deu no meio de Vegetti e tomou apenas o amarelinho.












